Explorando conhecimentos em Coimbra

Alunos do 6.º ano foram em Visita de Estudo ao Exploratório Centro Ciência Viva e à Universidade de Coimbra

No dia 2 de março os alunos do 6.º ano foram em visita de estudo a Coimbra, ao Exploratório e à Universidade de Coimbra.

Na visita de estudo, que foi preparada em colaboração pelas disciplinas de História e Geografia de Portugal, Português e Ciências Naturais, participaram 89 alunos, das diversas turmas do 6.º ano.

No Exploratório realizaram várias experiências, a maior parte delas relacionadas com o funcionamento do corpo humano, alargando os conhecimentos adquiridos nas aulas através da experimentação e observação.

Também contactaram com versões diferentes de várias histórias, apresentadas numa outra linguagem e associando a experiência à descoberta da história contada.

Já na Universidade, com uma visita guiada, admiraram a belíssima Biblioteca Joanina, puderam reconhecer as aprendizagens efetuadas nas aulas de História e Geografia de Portugal e descobrir algumas curiosidades, como as portas disfarçadas, o sistema de colocação das escadas, o sitio de guarda das preciosidades, a colaboração dos morcegos na proteção dos livros, etc.

Visitaram a bonita e restaurada Capela de S. Miguel, observaram a prisão dos estudantes (usada no passado para os que faltavam às aulas ou tinham outros comportamentos pouco corretos) e tiveram ainda a oportunidade de ver a Sala dos Capelos, onde por casualidade, estava a decorrer um doutoramento.

Foi, sem dúvida, um dia especial de aprendizagem, que terá continuidade nas aulas das disciplinas envolvidas.

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O meu monumento…

 

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Propusemos aos alunos a escolha de um monumento do seu agrado, com a seleção de algumas fotografias do mesmo, extraídas do google, e em que apresentassem também a razão da sua preferência.

Em seguida colocamos as escolhas das alunas Filipa Cintra e Lara Plácido.

A Torre de Belém

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A Torre de Belém foi construída estrategicamente na margem norte do rio Tejo, entre 1514 e 1520, para defesa da barra de Lisboa. É uma das jóias da arquitetura do reinado de D. Manuel I.

Eu gosto muito deste monumento porque tinha a função de defender a cidade de Lisboa e também porque acho que a sua arquitetura é muito bonita.

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E agora a seleção da Lara Plácido:

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Um pouco sobre o Mosteiro dos Jerónimos

 O Mosteiro dos Jerónimos ou Mosteiro de Santa Maria de Belém é um mosteiro português da Ordem do São Jerónimo construído no século XVI. Situa-se na freguesia de Belém, na cidade e concelho de Lisboa. É , desde 1983, Património da Humanidade e tem, desde 2016, o estatuto de Panteão Nacional.

O Mosteiro dos Jerónimos tem a arquitetura muito requintada e a própria construção é aprimorada. Adoro os retalhes sublimes como os retraces da janela manuelina.

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As primeiras comunidades recoletoras e agropastoris vistas pelos alunos do 5.º ano

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Para aplicarem os conhecimentos adquiridos nas aulas, foi proposta aos alunos do 5.º ano de escolaridade a realização de trabalhos sobre as primeiras comunidades humanas da Península Ibérica: recoletoras e agropastoris.

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A realização dos trabalhos exigia a seleção do um assunto a abordar, alguma pesquisa e criação de um trabalho individual que refletisse o conhecimento do tema estudado.

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Os alunos empenharam-se e criaram trabalhos bastante interessantes e coloridos, que se encontram expostos no bloco D da escola.

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Para aumentarem os seus conhecimentos e contactarem diretamente com peças originais da pré-história os alunos também contaram com as explicações dadas pela arqueóloga Ana Ferreira, do Museu Municipal Santos Rocha, que esteve na escola no dia 14 de novembro, acompanhada da técnica do Serviço Educativo, Virgínia Espadinha.

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Foi uma emoção  tocar peças originais, algumas encontradas na região do Paião, bem como algumas réplicas criadas para demonstrar como seriam usadas pelas comunidades recoletoras e agropastoris.

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O terramoto de 1755 e a reconstrução de Lisboa

lisboaPassam hoje 261 anos sobre o terrível terramoto que abalou a capital portuguesa, causando o pânico, a destruição e a morte.

Cerca das 9 horas e  40 minutos do dia 1 de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos em que as igrejas se encontravam cheias de gente para a missa, a terra tremeu durante vários minutos, derrubando muitos edifícios e espalhando os seus destroços por toda a parte, tornando muito difícil ou até quase impossível o socorro às vítimas, ainda mais com os escassos meios para o efeito existentes na época.

Aos sismos sucederam-se os incêndios e o maremoto, trazendo as águas do Tejo sobre a baixa da cidade. Os habitantes, numa ânsia de salvação, procuraram a zona ribeirinha, acabando por ser apanhados pelas ondas que fortemente galgaram sobre a cidade.

Lisboa ficou bastante destruída. Era necessário reconstruir depressa. Nesse plano se destacou a figura do Marquês de Pombal que, de imediato, chamou engenheiros e arquitetos para efetuarem um plano de reconstrução da cidade. Nele se colocaram em prática as primeiras medidas anti-sísmicas e se tornou a capital mais bela e higiénica, construindo-se ruas mais largas e perpendiculares umas às outras, passeios calcetados e esgotos, casas todas da mesma altura, com varandas de ferro forjado, se construiu a praça do comércio, em frente ao rio.

Para saber mais veja o vídeo disponibilizado pela RTP e que aqui colocamos.

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O que escondem as salinas – Projeto da EB1 das Regalheiras

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No âmbito do Projeto “O que escondem as salinas”, distinguido pela Fundação Ilídio Pinho, a EB1 das Regalheiras – Agrupamento de Escolas do Paião, levou a efeito no passado dia 29 de abril, uma sessão/divulgação, alusiva ao tema “A importância das salinas na economia local”.

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A sessão, que decorreu na Casa do Povo, nas Regalheiras, contou com a participação da professora Madalena Canas, responsável pelo Clube raízes – Viagens pela História e pelo Património, da bióloga Zara Teixeira, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e colaboradora no Instituto Marefoz e do sr. José João, produtor local de sal e marnoto.

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A professora Madalena Canas abordou a história do sal ao longo dos tempos, referindo–se depois à história do sal e das salinas da Figueira da Foz, terminando a sua apresentação com uma chamada de atenção para a importância da preservação das salinas como importante exemplo de património local, paisagístico, histórico e cultural das gentes desta região.

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A bióloga Zara Teixeira abordou a temática da fauna e da flora existente nas salinas de Lavos, explicando, em especial, a cadeia alimentar dos flamingos, que se alimentam de artémias e cujos parasitas dão aos flamingos a cor rosada.

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O sr. José João referiu-se sobretudo à importância da adoção de atitudes corretas para a preservação do ambiente para a continuidade da existência das salinas, fator muito importante na vida e economia locais.

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Os alunos responderam às perguntas que lhes foram sendo colocadas, esclareceram as suas dúvidas e mostraram querer ser protetores das salinas e do ambiente, adotando atitudes positivas e levando a mensagem para para os seus familiares.

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No final da sessão os alunos de inglês apresentaram uma canção sobre os flamingos e as artémias. Para terminar, foi ainda possível visitar o Museu da Casa do Povo, onde se encontram muitos dos instrumentos de trabalho dos marnotos e das salineiras.

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Clube Raízes visita Museu Santos Rocha e Núcleo Museológico do Mar

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Foi no passado dia 23 de fevereiro que 13 alunos que participam no Clube Raízes – Viagens pela História e pelo Património foram em visita de estudo ao Museu Santos Rocha, na Figueira da Foz, e ao Núcleo Museológico do Mar, em Buarcos.

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A visita, que foi acompanhada pelas professoras Madalena Canas e Margarida Ameal, teve como pretexto o contacto direto com peças e objetos que fazem parte da nossa memória comum e pretendeu transmitir também a importância de conhecer, valorizar e preservar o património de que a Figueira da Foz dispõe a nível museológico.

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No Museu Municipal a visita foi guiada pela Dra. Virgínia Espadinha e, no Núcleo Museológico do Mar, pela Dra. Ana Paula Cardoso, que desde há vários anos connosco colaboram e a quem agradecemos.

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Os alunos puderam ver, questionar, esclarecer as suas dúvidas, conhecer algumas curiosidades e, acreditamos, ficaram mais alerta para a riqueza do património preservado nestas instituições dependentes da Câmara Municipal da Figueira da Foz e para a importância que tem cuidar do que fez parte do nosso passado para nos informar sobre tempos, crenças, técnicas e modos de vida diferentes dos que temos hoje. Os alunos ficaram conscientes de que preservar os vários tipos de património para as gerações futuras constitui uma obrigação e um ato de respeito e de cultura.

Agradecemos a que nos acompanhou, recebeu e transportou nesta visita.

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Tradições de Natal e Ano Novo na Comunidade Luso Descendente da Indonésia

A Tradição na Aldeia Tugu – Portugal na Indonésia

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Na Indonésia persiste uma aldeia, na região de Jakarta, onde desde o século XVII os habitantes continuam a tentar preservar as suas raízes portuguesas, conforme já demos conta em artigos anteriores, na 1.ª fase do Blogue do Clube Raízes. (Poderá vê-los aqui e aqui).

Solicitámos a Guido Quiko, grande impulsionador da vida dessa comunidade e da preservação das tradições e do crioulo de origem portuguesa, nomeadamente através da divulgação musical, que nos enviasse algumas informações sobre o modo como aquela comunidade vive o Natal e Ano Novo.

Deixamos aqui parte do que nos enviou e onde, curiosamente, encontramos algumas semelhanças com tradições portuguesas que ainda hoje se mantêm nalgumas localidades, como é o caso do “Cantar das Janeiras”, que poderemos comparar com a celebração da Festa “Rabo-Rabo”, e mesmo a tradição natalícia de visitar e saudar os amigos e familiares pelo Natal.

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NATAL

“Uma vez em tempo da festa de Natal, a comunidade luso-descendente “Tugu”, inicia a celebração ao meio dia do dia 24 de dezembro. Depois de orar, cada família vai para fora de sua casa para visitar outros parentes, celebrando o Natal. Antes de entrar nas casas onde vão ser recebidos, proferem as seguintes palavras: “Bisingku dia di Desember, nasedu di nos Sior jamundu libra nos pekador unga ananti dikinta ferra asi klar kuma, di dia unga anju di Sior asi grandi diallergria. Asi mow boso tar. Dies lobu Sun da bida cumpredaelompang kria so podeer, Santu Justru“, o que significa “Em 25 de Dezembro, Deus deu o Seu Filho o Salvador, para que todo o que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. E coloquemos n’Ele a nossa esperança”. Depois de dizer esta oração, apertam as mãos e o dono da casa manda-os sentar. Na Véspera de Natal não é permitida a ingestão de álcool e só sozinho se pode ouvir cânticos de louvor.”

FESTA DE ANO NOVO

 “No dia 1 de Janeiro de cada novo ano todas as pessoas tugu de ascendência portuguesa e suas famílias realizam um evento chamado Rabo-Rabo, que consiste numa saudação ao novo ano, andando de casa em casa, tocando um instrumento musical enquanto se canta. O dono da casa visitada oferece licor, para aliviar o cansaço da jornada. Depois de percorridas todas as casas, os visitados acompanham o grupo até à casa da música. Aí o grupo canta “Cafrinho: Bate – Bate Porta Pidi agu Kere bebe verlas Kere intra yo mayo intra Kere sabe”, que significa “Bate- Bate porta, dá-me de beber e permissão para entrar e vamos apertar as mãos”; A tradição Rabo-Rabo ficará completa com a última família visitada, onde o grupo fica, descansa, come e bebe licor. No final regressam às respetivas casas.” 

Pode ouvir aqui a canção “Cafrinho”, cuja letra em crioulo vai a seguir.

 

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FESTA MANDI MANDI

“A Tradição Mandi-Mandi acontece na primeira semana de Janeiro de cada novo ano. O evento é realizado na casa de uma família que está disposta à sua organização. O Mandi-Mandi consiste na pintura do rosto, uns aos outros, com farinha, como um sinal de pedido de desculpas e de perdão. Quanto maior for a quantidade de farinha colocada, maior é o sinal do afeto entre as pessoas. Este evento é acompanhado de canções e danças, acompanhadas de alegres múisicas de Tugu Keroncong. No calor da atmosfera criada nesta festa, bebe-se cerveja, com a reunião de toda a comunidade de ascendência portuguesa, que habita na ancestral aldeia tugu ou noutras áreas. A festa, que começa a partir do meio-dia, prolonga-se até tarde.”

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Agradecemos a Guido Quiko e a todos os que com ele colaboram, quer pelas informações enviadas, quer pelo trabalho de preservação das raízes lusas por aquele país do Oriente. Na tradução procurámos compreender o sentido do que nos foi transmitido. Esperamos tê-lo conseguido e este é o nosso pequeno tributo àqueles que, tão longe de Portugal, se prezam de preservar o que os portugueses de outros tempos lhes deixaram como herança. Bom seria que outros, instituições incluídas, contribuíssem na medida das suas competências e possibilidades, para este importante trabalho ali realizado e que nos torna grandes e orgulhosos do nosso passado.  (Madalena Canas)

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